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<rss xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" version="2.0"><channel><atom:link rel="hub" href="http://tumblr.superfeedr.com/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"/><description>Bem-vindo à minha vida. 
Quanto tempo você vai ficar desta vez? 
(Vitória Soares)

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</description><title>Depois dos 17...</title><generator>Tumblr (3.0; @depoisdos17)</generator><link>http://depoisdos17.tumblr.com/</link><item><title>“Se ela te fala assim, com tantos rodeios, é pra te...</title><description>&lt;iframe width="400" height="300" src="http://www.youtube.com/embed/QEFmuQfDS2A?wmode=transparent&amp;autohide=1&amp;egm=0&amp;hd=1&amp;iv_load_policy=3&amp;modestbranding=1&amp;rel=0&amp;showinfo=0&amp;showsearch=0" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;“Se ela te fala assim, com tantos rodeios, é pra te seduzir e te v&lt;/span&gt;&lt;span&gt;er buscando o sentido daquilo que você ouviria displicentemente.&lt;/span&gt;&lt;br/&gt;&lt;span&gt;Se ela te fosse direta, você a rejeitaria.”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://depoisdos17.tumblr.com/post/50743508099</link><guid>http://depoisdos17.tumblr.com/post/50743508099</guid><pubDate>Sat, 18 May 2013 13:53:16 -0400</pubDate></item><item><title>Photo</title><description>&lt;img src="http://25.media.tumblr.com/cdae0da8786e95cfadacce49abadb240/tumblr_mmic20XcaB1qfkxpdo1_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;</description><link>http://depoisdos17.tumblr.com/post/49978036506</link><guid>http://depoisdos17.tumblr.com/post/49978036506</guid><pubDate>Wed, 08 May 2013 21:27:36 -0400</pubDate></item><item><title>Photo</title><description>&lt;img src="http://25.media.tumblr.com/be247de9fef900d46d14fe7fb1dedf8f/tumblr_mm0wojkrHP1qbvcgdo1_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;</description><link>http://depoisdos17.tumblr.com/post/49391956400</link><guid>http://depoisdos17.tumblr.com/post/49391956400</guid><pubDate>Wed, 01 May 2013 18:52:23 -0400</pubDate></item><item><title>"É difícil ver a verdade quando você está apaixonado."</title><description>“&lt;small&gt;&lt;small&gt;&lt;small&gt;&lt;small&gt;É difícil ver a verdade quando você está apaixonado.&lt;/small&gt;&lt;/small&gt;&lt;/small&gt;&lt;/small&gt;”&lt;br/&gt;&lt;br/&gt; - &lt;em&gt;&lt;strong&gt;3 Doors Down.&lt;/strong&gt; (via &lt;a class="tumblr_blog" href="http://falsoprince.tumblr.com/"&gt;falsoprince&lt;/a&gt;)&lt;/em&gt;</description><link>http://depoisdos17.tumblr.com/post/48975323278</link><guid>http://depoisdos17.tumblr.com/post/48975323278</guid><pubDate>Fri, 26 Apr 2013 22:28:55 -0400</pubDate></item><item><title>Amor não é coisa tão delicada quanto parece não, moço. É cipó. Pé de maracujá. É broto que cresce...</title><description>&lt;p&gt;Amor não é coisa tão delicada quanto parece não, moço. É cipó. Pé de maracujá. É broto que cresce frágil e, quando se vê, já tomou conta de toda a cerca da casa. Não há deus que mate e nem machado que lhe decepe definitivamente. Se, em tempo de chuva, as folhas voltam a crescer viçosas e se balançam ao vento, gabando, em toda a sua arrogância, de coragem e esperteza. Quando em meados da seca, o bendito chega a imitar perfeitamente a morte, que, moço, nunca vi, de fato, acontecer. E olha que já tenho idade. Não imagina quanta coisa esses olhos já enxergaram. Não. Nunca vi um amor morrer. Coisa misteriosa essa, ao ponto de não se arranjar nunca adjetivo que lhe valha. Não existe palavra que alcance essa imensidão. E o que a gente não consegue definir é o que justifica a perda do sono, moço. O rolar pela cama. As olheiras pela manhã. Veja meu caso. O meu pão de cada dia era a risada dele. Os olhos, eram o veneno e a cura. Ambos em conta gotas. Ele me levava ao céu tão facilmente quanto eu descia ao inferno. Nem depois de chorar meio oceano e quase me afogar nas minhas próprias lágrimas, como Alice, consegui viver por aí como se não esperasse um milagre. Que desconsolo. Coisa triste, viu, moço? Amor é coisa séria. Não adianta chorar e abraçar meio mundo: não passa. Não morre. Não importa por qual porta da casa você saia: ele sempre vai estar lá, tomando o lugar da cerca da sua casa. Ah, coisa triste, moço. Coisa triste.&lt;/p&gt;

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&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Vitória Soares&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;</description><link>http://depoisdos17.tumblr.com/post/48974861694</link><guid>http://depoisdos17.tumblr.com/post/48974861694</guid><pubDate>Fri, 26 Apr 2013 22:22:42 -0400</pubDate><category>Vitória Soares</category><category>cj</category></item><item><title>"Tão inteligente para escrever sobre o amor e tão burra para amar…"</title><description>“&lt;small&gt;&lt;small&gt;&lt;small&gt;&lt;small&gt;Tão inteligente para escrever sobre o amor e tão burra para amar…&lt;/small&gt;&lt;/small&gt;&lt;/small&gt;&lt;/small&gt;”&lt;br/&gt;&lt;br/&gt; - &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Clarice Lispector.&lt;/strong&gt;   (via &lt;a class="tumblr_blog" href="http://soquotes.tumblr.com/"&gt;soquotes&lt;/a&gt;)&lt;/em&gt;</description><link>http://depoisdos17.tumblr.com/post/48921474910</link><guid>http://depoisdos17.tumblr.com/post/48921474910</guid><pubDate>Fri, 26 Apr 2013 06:36:00 -0400</pubDate><category>cj</category></item><item><title>"- Por que as pessoas boas escolhem as pessoas erradas?
- Nós aceitamos o amor que achamos que..."</title><description>“&lt;small&gt;&lt;small&gt;- Por que as pessoas boas escolhem as pessoas erradas?&lt;br/&gt;
- Nós aceitamos o amor que achamos que merecemos.&lt;br/&gt;
- Podemos mostrá-los que merecem mais?&lt;br/&gt;
- Nós podemos tentar.&lt;/small&gt;&lt;/small&gt;”&lt;br/&gt;&lt;br/&gt; - &lt;em&gt;&lt;em&gt;As vantagens de ser invisível&lt;/em&gt;&lt;/em&gt;</description><link>http://depoisdos17.tumblr.com/post/48808951249</link><guid>http://depoisdos17.tumblr.com/post/48808951249</guid><pubDate>Wed, 24 Apr 2013 19:30:00 -0400</pubDate><category>cj</category></item><item><title>Photo</title><description>&lt;img src="http://24.media.tumblr.com/tumblr_medd3v1TOW1r0al9ao1_500.png"/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;</description><link>http://depoisdos17.tumblr.com/post/48738036829</link><guid>http://depoisdos17.tumblr.com/post/48738036829</guid><pubDate>Tue, 23 Apr 2013 21:13:29 -0400</pubDate></item><item><title>"O caráter de um homem é formado pelas pessoas que escolheu para conviver."</title><description>“&lt;small&gt;&lt;small&gt;&lt;small&gt;O caráter de um homem é formado pelas pessoas que escolheu para conviver.&lt;/small&gt;&lt;/small&gt;&lt;/small&gt;”&lt;br/&gt;&lt;br/&gt; - &lt;em&gt;Freud&lt;/em&gt;</description><link>http://depoisdos17.tumblr.com/post/48649946010</link><guid>http://depoisdos17.tumblr.com/post/48649946010</guid><pubDate>Mon, 22 Apr 2013 19:49:47 -0400</pubDate></item><item><title>manuuca:

… (em Comnet Informatica &amp; Serviços)
</title><description>&lt;img src="http://24.media.tumblr.com/fd26189e294d1e64f58c822c1fce41e7/tumblr_mlf44aiETJ1qcgh7mo1_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;a class="tumblr_blog" href="http://manuuca.tumblr.com/post/48223399569/em-comnet-informatica-servicos"&gt;manuuca&lt;/a&gt;:&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;… (em Comnet Informatica &amp; Serviços)&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;</description><link>http://depoisdos17.tumblr.com/post/48649768067</link><guid>http://depoisdos17.tumblr.com/post/48649768067</guid><pubDate>Mon, 22 Apr 2013 19:47:34 -0400</pubDate></item><item><title>Ah, moço, se pudéssemos arrancar da gente esse medo de amar, estaríamos a salvo. Sem pesar, tristeza...</title><description>&lt;p&gt;Ah, moço, se pudéssemos arrancar da gente esse medo de amar, estaríamos a salvo. Sem pesar, tristeza ou extrema cautela, o barco não naufragaria no meio do oceano. Há que se ter um rumo. Há que se encontrar o melhor modo. Há que não ser engolida por essas revoltas águas, que me puxam pelo pescoço a cada vez que ouso apertar os olhos e me virar para trás. Deve existir calmaria, mesmo sem terra firme e pés no chão. O medo do mar é que não nos deixa sentir, moço. Coisa sem jeito, essa. Qualquer nova onda nos tira o sossego. As mãos frias e melindrosas seguram com força as extremidades do barco, e o pânico nos emudece. Ah, quem muito se afoga não aprende a nadar: o pânico lhe ensina apenas a temer as águas. Nós, no meio do oceano, ainda não aprendemos. Olho ao redor e vejo que as bagagens que trouxemos de outras viagens, jogadas agora no casco amadeirado, não nos ajudaram em nada durante esse tempo. Entreabertas, pesadas e mal dispostas, elas ameaçam afundar o barco a cada nova tempestade, com o peso que somente as tristezas e os amores mal sucedidos têm. A nostalgia é uma péssima conselheira. O pó que o passado lança sobre nós parece perfume com o nosso vago movimento sobre as águas. O coração da gente é um poço escuro, moço. Por segurança, escuro. Nada se conhece ou se vê. Apenas se sente. E dor é uma daquelas coisas misteriosas que não dá pra explicar, apenas ter sincero respeito, como qualquer outra que existe dentro da gente, independente de nossa vontade. Com o balanço que a viagem proporciona, vez ou outra, a maresia atraca-se ao meu corpo de modo tão insolente que me convence de que chegaremos ainda a algum lugar. Ela tem cheiro de esperança, e chega sempre nas madrugadas em que você dorme profundamente. Outras vezes, a tempestade ameaça afundar o barco, e a dor da luta é tamanha que turva meus olhos e me deixa cética e silenciosa. Nessas horas, tenho vontade de saltar nas águas frias e aprender a nadar de qualquer modo. Chego a me equilibrar em uma das extremidades do barco e sinto o mar fazer cócegas nos meus pés - ansiosos pelo desconhecido e medrosos diante da imensidão - e me chamar pra ele. Empurro o corpo pra frente, sinto o cheiro de sal e novamente me volto pra trás. Como em uma brincadeira, quando o salto se aproxima, eu hesito e volto. De costas para mim, se certificando de que a bagagem permanece intacta, você se vira, automaticamente, e sempre me vê no mesmo lugar, brincando com o mar, na certeza de que não me movi um centímetro. A ausência de covardia e a pouca maturidade que minhas pupilas denunciam parecem lhe assustar. Se a sua coragem fosse maior que as ondas que nos engolem e, em um impulso, você me pegasse ao colo e se jogasse ao mar comigo, apesar das impossibilidades e da frieza das águas&amp;#8230; Ah, se você o fizesse, moço, sem coletes, salva-vidas ou incerteza, eu não titubearia em pagar o preço necessário. Porque você vale a pena. Afogaria, nadaria, afundaria e nadaria novamente quantas vezes fossem necessárias, enquanto as bagagens navegariam a esmo dentro do quadrado amadeirado que ocupávamos, para longe. Seria apenas braços para nós dois quando os seus estivessem cansados de procurar terra firme. Mas, permanecemos quietos. E, porque você vale a pena, moço, eu continuo nesse barco, brincando com o mar, ao seu lado, mesmo que em silêncio profundo. Porque qualquer forma de amor é válida. E eu tenho aprendido a aceitar a única que você pode me dar.&lt;/p&gt;

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&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Vitória Soares&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;</description><link>http://depoisdos17.tumblr.com/post/48601853988</link><guid>http://depoisdos17.tumblr.com/post/48601853988</guid><pubDate>Mon, 22 Apr 2013 04:55:45 -0400</pubDate><category>cj</category><category>Vitória Soares</category></item><item><title>"Eu sou feliz, cara. Eu sou feliz demais. Mas eu sou infeliz demais, quando penso em você. Quando..."</title><description>“&lt;small&gt;Eu sou feliz, cara. Eu sou feliz demais. Mas eu sou infeliz demais, quando penso em você. Quando penso no que poderia ser, no que poderia ter sido. Eu sei que não dá. Eu nem quero que dê. Não quero mais. Mas não sei o que fazer com esse nó. Vai passar né? Eu sei. Com o tempo eu não vou mais olhar sua foto, nem sofrer, nem pensar o quanto é infeliz tudo o que aconteceu. Tomara que passe logo.&lt;/small&gt;”&lt;br/&gt;&lt;br/&gt; - &lt;em&gt;&lt;em&gt;Tati Bernardi.&lt;/em&gt; (via &lt;a class="tumblr_blog" href="http://semi-deus.tumblr.com/"&gt;semi-deus&lt;/a&gt;)&lt;/em&gt;</description><link>http://depoisdos17.tumblr.com/post/48370065462</link><guid>http://depoisdos17.tumblr.com/post/48370065462</guid><pubDate>Fri, 19 Apr 2013 14:31:58 -0400</pubDate><category>cj</category></item><item><title>"Mas eu gostava dele, dia mais dia, mais gostava. Digo o senhor: como um feitiço? Isso. Feito..."</title><description>“&lt;small&gt;&lt;small&gt;Mas eu gostava dele, dia mais dia, mais gostava. Digo o senhor: como um feitiço? Isso. Feito coisa-feita. Era ele estar perto de mim, e nada me faltava. Era ele fechar a cara e estar tristonho, e eu perdia meu sossego&lt;/small&gt;&lt;/small&gt;”&lt;br/&gt;&lt;br/&gt; - &lt;em&gt;João Guimarães Rosa&lt;/em&gt;</description><link>http://depoisdos17.tumblr.com/post/48205121596</link><guid>http://depoisdos17.tumblr.com/post/48205121596</guid><pubDate>Wed, 17 Apr 2013 12:16:33 -0400</pubDate><category>cj</category></item><item><title>“Juro! Eu não te quero mais como eu queria. Se o coração...</title><description>&lt;iframe width="400" height="300" src="http://www.youtube.com/embed/FMp1GZwUPns?wmode=transparent&amp;autohide=1&amp;egm=0&amp;hd=1&amp;iv_load_policy=3&amp;modestbranding=1&amp;rel=0&amp;showinfo=0&amp;showsearch=0" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;div&gt;“&lt;strong&gt;Juro!&lt;/strong&gt; Eu não te quero mais como eu queria. Se o coração me ouvisse não andava assim, pisando em cacos de amor.” &lt;/div&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://depoisdos17.tumblr.com/post/47869182324</link><guid>http://depoisdos17.tumblr.com/post/47869182324</guid><pubDate>Sat, 13 Apr 2013 11:37:02 -0400</pubDate><category>cj</category></item><item><title>
José!


Deitada, hoje, na rede da varanda, lembrei de você. Bem sabe como as tardes na fazenda...</title><description>&lt;div&gt;
&lt;p&gt;José!&lt;/p&gt;
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&lt;p&gt;Deitada, hoje, na rede da varanda, lembrei de você. Bem sabe como as tardes na fazenda passam devagar, principalmente em dias de chuva, quando os pensamentos surgem despretensiosos e acabam se deitando comigo sobre esse pano vermelho quadriculado já gasto pelo tempo. Os pássaros não cantam, os animais - lentos e, mais pesados que nunca - escondem-se sob o abrigo que ainda resta daquele curral velho, e o vento parece trovar o lamento que vem de toda a gente encostada na solidão desse mundo grande e sem paredes. Em horas como essa que, com o cheiro da terra molhada, a tristeza sai de dentro da gaveta de cartas antigas e rasgadas do meu guarda-roupa e guia-se, de mãos dadas com a nostalgia, rumo a mim. Mal percebo elas se aproximando, na grande parte do tempo. Às vezes, durmo sobre um dos livros que compramos juntos naquela livraria pequena e de portas azuis e, puft: é imediato, acordo a soluçar. Tenho chorado demasiadamente por esses dias. Nem o nariz vermelho serve mais como argumento para evitar as lágrimas teimosas e tolas. Deve ser coisa do temporal. Esse céu me lembra o que resta quando a chama do fogo inesperadamente chega ao fim. Cinza. Aquilo que não queima, não aquece e não consegue mais produzir luz. O que era quente e se apagou: com o vento, com o tempo ou com a água, que, agora caindo do céu me faz ter vontade de chorar. E choro. Rios, mares e oceanos. Sem ao menos sentir vergonha. Ah, a tristeza é tanta, José. Como explicar algo assim? Só pode ser mesmo coisa desse tempo, reitero. Esse maldito que, com uma dessas mãos que o desassossego a ele empresta, fez, pela manhã, voar das páginas do livro sobre o meu colo, aquele seu bilhete escrito à mão, com letra caprichada e inclinada, que me pedia para cuidar tão bem de mim quanto eu cuidava de você. Hoje, notei como é engraçado o coração desenhado disfarçadamente no canto da folha, já meio amarelada. Atrás dela, o papel de um chocolate que guardei pra me recordar que eu &lt;em&gt;&amp;#8220;valia mais que uma mina de diamantes&amp;#8221;&lt;/em&gt;. Pois é, raras vezes me lembrei disso em desespero. Mas, acho que era isso mesmo que você dizia ao meu respeito. José, José. Não imagina como senti saudades ao ver isso, José. Vida esquisita essa onde, mesmo havendo tantos caminhos para se chegar a um único lugar, duas pessoas preferem não por o pé na estrada, nem se arriscar ao encontro. A vida é uma só, José. E isso assusta. Assusta porque vemos o início mas já não sabemos do fim. E o que a gente não vê? Ah, isso que é coisa séria e por demais valiosa. Eu sei que você entende. Por isso, a carta. O livro da capa vermelha, José, esse que lia essa manhã, trazia uma frase dura, que meus dedos tiveram que tocar pra sentir por completo a dor. Qualquer coisa como &amp;#8220;continuamente, sofria pelo medo de sofrer.&amp;#8221; Apesar do casaco, arrepiei quando li. Ah, José, como são tristes as feridas que nos servem de auto-flagelação diária e não nos deixam dar o próximo passo. Esses sofrimentos indizíveis, silenciosos, que nos atacam pelo medo da solidão. Não se deixe levar por isso como eu, tantas vezes, me levei. A vida é muito curta para ser pequena. Você já dizia. E o tempo é sagaz. Trouxe o outono tão rápido esse ano como quando fecho os olhos, durmo e já é outro dia. Até junho, as painas já estarão no chão e, as árvores desfolhadas prontas pro inverno que se anuncia rigoroso. Há que se ter esperança e esperar a vida brotar. Em qualquer lugar que você quiser. E estiver. Espero lhe ver antes desse novo começo de vida. É a saudade, José. Saudade grande. É ela que me faz escrever. Coisa desse início de temporal. Você sabe.&lt;/p&gt;

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&lt;p&gt;Fazenda Nossa Senhora de Fátima, 09 de abril de 2013.&lt;br/&gt;&lt;strong&gt;Vitória Soares&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;</description><link>http://depoisdos17.tumblr.com/post/47652970573</link><guid>http://depoisdos17.tumblr.com/post/47652970573</guid><pubDate>Wed, 10 Apr 2013 18:53:56 -0400</pubDate><category>Vitória Soares</category></item><item><title>"Continuamente, eu sofria pelo medo de sofrer."</title><description>“&lt;small&gt;&lt;small&gt;&lt;small&gt;Continuamente, eu sofria pelo medo de sofrer.&lt;/small&gt;&lt;/small&gt;&lt;/small&gt;”&lt;br/&gt;&lt;br/&gt; - &lt;em&gt;&lt;em&gt;Vermelho Amargo&lt;/em&gt; (Bartolomeu Campos de Queirós)&lt;/em&gt;</description><link>http://depoisdos17.tumblr.com/post/47554408833</link><guid>http://depoisdos17.tumblr.com/post/47554408833</guid><pubDate>Tue, 09 Apr 2013 15:01:00 -0400</pubDate></item><item><title>Às vezes, a noite me traz você, depois de ler Mário Quintana e rolar na cama algumas vezes. Ainda...</title><description>&lt;p&gt;Às vezes, a noite me traz você, depois de ler Mário Quintana e rolar na cama algumas vezes. Ainda não perdi essa estranha mania. E, você, também não perdeu a sua: de surgir sempre que fecho os olhos. É nesse meio tempo, onde o coração sossega e o espírito procura um lar, que sei dizer o quanto lhe desejo bem: como um desabrigado que tem frio aprecia e adora um teto quando descobre o aconchego de um. Ou alguém que era apenas sobriedade sente a embriaguez do vinho pela primeira vez, assim que ele aveluda calmamente sua língua. Fomos a saciedade do que faltava em ambos, os opostos que se completaram e os iguais que, contrariando a ciência, não se repeliram. De uma maneira completamente torta, uma relação. Cheia de defeitos. Tão comum aprender a imperfeição de forma inesperada e, sem perceber, acolher com carinho que nenhuma estrada se faz apenas com passos precisos. Inexplicavelmente estranho não ter sido através dos meus livros, mas com um dos personagens deles que criei sem perceber e vi tomar vida: você. O garoto que chutava com facilidade as pedras pelo caminho, sem medo algum, sabendo que não eram elas, mas, sim, as cicatrizes engraçadas que se formavam a cada tombo que definiriam sua trajetória. Que mais importante do que o que ele notava à distância, era o que ele não conseguia ver ou deter sua atenção por longo tempo. Os detalhes que, de tão pequenos e bobos, grudavam na sola dos sapatos e nem mesmo o vento, ou o desgaste dos calçados devido à aspereza do caminho duro, levava embora. De um modo esquisito, eles passavam dos pés à cabeça, assim que a ausência aparecia, se tornando memória, lembrança resgatada em dias de frio, aconchego em noites de maio. Era assim, de repente, que surgia na mente o vinho que se abriu num ímpeto e modificou a cena daquela tarde chuvosa e triste. A risada que escapou entre os lábios durante a música. O violão que venceu a poeira e saiu de cima do armário. Minúcias, particularidades. O abraço apertado de reencontro depois da viagem que durou mais de uma semana. As almofadas que eram teclas de piano e tinham o som que coubesse melhor na nossa imaginação. A palheta que se confundia com uma vela derretida quando a chama finalmente chegava ao fim. Ah, besteiras! Quantas foram e se sucedem quando, à noite, sou toda vazio. Besteiras que exigem coragem e coração. Pausa e continuidade. Caminhada, mesmo que a passos lentos. São elas que vejo e desejo a cada nova madrugada. Você não apenas merece ser feliz, garoto crescido, como me deve isso a cada manhã: por não me dar mais, diariamente, tudo aquilo a que eu podia me agarrar para me salvar desses dias nublados da cidade grande. Então, seja: ao som de Elis Regina, nos poemas de Quintana, nos casacos pesados. Seja: na risada, nas palavras e na ausência delas. Enquanto isso, espero que a distância não lhe impeça de segurar a minha mão e caminhar comigo, pelo menos essas noites, quando meu peito insistentemente procura, em sonhos, o lar que já fomos e me servia de aconchego todos os dias. Mas, não se preocupe: são apenas detalhes, claro.&lt;/p&gt;
&lt;div&gt;

&lt;p&gt;&lt;em&gt;Vitória Soares&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;</description><link>http://depoisdos17.tumblr.com/post/47367817040</link><guid>http://depoisdos17.tumblr.com/post/47367817040</guid><pubDate>Sun, 07 Apr 2013 10:55:11 -0400</pubDate><category>cj</category><category>Vitória Soares</category></item><item><title>olivrodeamora:

“E você acha que não te procurei? Eu procurei...</title><description>&lt;img src="http://25.media.tumblr.com/ce2cac251e5e7fe1885b178a6a5b8f81/tumblr_mkmyrea88O1qhkepdo1_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;a class="tumblr_blog" href="http://olivrodeamora.tumblr.com/post/46943109845/e-voce-acha-que-nao-te-procurei-eu-procurei-sim"&gt;olivrodeamora&lt;/a&gt;:&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;“E você acha que não te procurei? Eu procurei sim, em todos os cantos possíveis. Não achei, não encontrei, não tive noticias. Quem você era, não existe mais. O jeito foi te encontrar no único lugar que ainda restou - dentro de mim.”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;</description><link>http://depoisdos17.tumblr.com/post/46976497552</link><guid>http://depoisdos17.tumblr.com/post/46976497552</guid><pubDate>Tue, 02 Apr 2013 19:53:02 -0400</pubDate></item><item><title>Photo</title><description>&lt;img src="http://25.media.tumblr.com/tumblr_m9mmgplcn41ryjqluo1_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;</description><link>http://depoisdos17.tumblr.com/post/45702900598</link><guid>http://depoisdos17.tumblr.com/post/45702900598</guid><pubDate>Mon, 18 Mar 2013 18:06:00 -0400</pubDate></item><item><title>

Meu amigo,

saberia dizer ao certo quantos são os meses e dias que passaram por mim desde que você...</title><description>&lt;p&gt;&lt;img src="http://media.tumblr.com/a52cab5ecdebe71fe52b4e6d529eebe0/tumblr_inline_mhnbyqZLPu1qz4rgp.jpg"/&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;span&gt;Meu amigo,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;saberia dizer ao certo quantos são os meses e dias que passaram por mim desde que você foi embora. Mas, certos detalhes nunca importaram a você e isso lhe aborreceria. Sei que é mais interessante falar de todas as novidades, festas e risadas que dei nesse meio tempo, no entanto, nunca tive o dom de um relato menos tedioso e você sempre sorriu apenas por altruísmo. Ou curiosidade. Nenhuma das duas coisas nunca faltaram em mim enquanto, em você, sempre sobraram. Engraçado como do nosso jeito meio torto a gente sempre se compensou. Você, a voz. Eu, o violão. Você, coragem. Eu? A cautela. Sim, a gente se compensOU. Nunca imaginei que, um dia, um verbo no passado estaria no fim dessa frase. Porque o compensou estraga tudo. O &amp;#8220;compens&lt;em&gt;ou&lt;/em&gt;&amp;#8221; significa que você não vai mais conhecer os meus filhos, não poderá ser padrinho deles e nem brincar com os três cães grandes e babões que irei ter. Significa que você não vai celebrar o meu casamento. Nem poderá me trazer cobertores na alvorada, quando a madrugada se anunciar fria demais. E, eu, levarei agasalhos pra ter algo a que me segurar que não sejam suas mãos. O &amp;#8220;compensou&amp;#8221; diz que não inventaremos mais brincadeiras ao violão. Porque é passado. Não pode mais existir. Ficou lá: parado no tempo. O &amp;#8220;compensou&amp;#8221; diz que você se foi. Mas o &amp;#8220;a gente&amp;#8221; diz que é besteira pensar nesses labirintos que nos oferece o português. E a vida também. Que é melhor desconsiderar verbos e criar mais sujeitos: na medida que eu quiser e que couber melhor em meu mundo. Que, enquanto não encontro a porta de saída, posso me divertir plantando margaridas, girassóis e grama verde. Posso desenhar nos muros, sem que eles me detenham, e inventar uma boa melodia enquanto sinto falta de você me olhando de perto. Afinal, a vida pode ser generosa. E tem sido comigo nos últimos meses: quente e repleta de carinho nesse hábitat novo que criei pra mim e que me adapto tão bem: cheio de abraços, mordidas e risadas incontroláveis. Esquisitices que, de tão necessárias, se tornaram um membro do meu corpo. Sou frágil como asa de passarinho. Não é exagero de ninguém.  Não sei calar a sua ausência. E a vontade de lhe ver outra vez, andando risonho por uma rua qualquer da cidade de árvores grandes e cheias de painas grita absurdamente alto dentro do meu peito. Até a dor passar, tento não cantar as músicas que você cantava e nem fazer as piadas que você fazia. Tento sorrir e me calar. Até a dor passar. Mas, sei que não importa quantos anos venham, o que eu queria mesmo era ter tido mais tempo para os seus abraços, a sua presença e o seu cuidado. E seria esse o meu pedido atrasado de aniversário.&lt;/p&gt;

&lt;div&gt;
&lt;p&gt;Na certeza de que, mesmo longe do meu, &lt;br/&gt;o seu coração continua batendo em algum lugar que ainda não conheço, &lt;br/&gt;e  com o amor mais delicado e bonito que existe,&lt;/p&gt;
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&lt;p&gt;no-É-terno,&lt;br/&gt;a pequena Vih&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;</description><link>http://depoisdos17.tumblr.com/post/42183979542</link><guid>http://depoisdos17.tumblr.com/post/42183979542</guid><pubDate>Sun, 03 Feb 2013 08:26:59 -0500</pubDate><category>Vitória Soares</category></item></channel></rss>
